sábado, setembro 01, 2007

?Quem tem medo de Manaíra Aires?

Estranha indiferença
Entre os que precisam mais
Diferentes crenças
Sempre de forma tão iguais
Mitos tão perfeitos
O assassinato da inteligência
Tiros certeiros de uma pseudo informação
!Haja paciência!
O que não vai à venda...
...tem que furar bloqueios rumo ao coração...

Há um circo que te cerca
E você ainda pensa que persegue um sonho teu
Há um cerco feito às pressas
E você ainda crer que não é ateu
Teus deuses te passam à perna
Sangue e idiotices encontraram portas abertas
Aos poucos teu coração também se abre
Parece haver muito pouco a se fazer...

Mas ainda sendo pouco...
...somos maioria, mas não conseguimos ver...
?Quem não tem medo, fome ou sede?
?Quem não está preso na rede?
?Quem não tem culpa ao ficar contra a parede?
Somos maioria, mas não conseguimos ver...

Pontos de vistas...
...que passam a vista em poucos pontos
Falsos otimistas...
...de uma confortável prisão de encantos...
O canto da sereia
O castelo de areia
Que nos leva na maré
E você ainda acredita que o mar é teu
Que nos leva a fé
E você ainda acredita que não vai virar ateu

Chegará ao ponto
...de ser impossível medir velocidade de informação
Cobraram sem pena
...cada espaço vazio do teu coração...
Em muito pouco tempo, não teremos nem alma para oferecer
Tudo porque somos maioria, mas não conseguimos ver...

Anima sana

Chegou a tempo
É tiro no escuro, rosto contra ao vento
Estou indo sem presa alguma
Casa nova, os dois pés na rua
Pouca coisa incomoda
De teto, só mesmo a lua

Anima sana in corpore sano...
Agora, este sou eu
Sem as antigas amarras, o mundo é meu

Fora do emprego
Novas portas sem medo
Outra órbita, novos desejos
Sempre tempo de renovar
Não há segredo
Mas ninguém conhece o lado de lá

Anima sana in corpore sano
Agora, este sou eu
Sem as antigas amarras, o mundo é meu

Só resta construir a ponte
Esticar a mão, mesmo sem tocar o horizonte
Sem pressão, pressa, mas paciência
Enquanto houver vida
Não há a última peça do quebra cabeça
...mais paciência, porque não há...

Anima sana in corpore sano
Agora, este sou eu
Sem antigas amarras, o mundo é meu
E começa agora...
...minha nova história...
Um mundo novo
Sem o personagem que não era eu