A espera de um novo dia, quem cala nem sente que consente
Uma luz no espelho ainda irradia, o sol que um dia já iluminou tua casa
Houve meses em que a oração foi alívio e poesia
Aos poucos a fé foi cedendo à razão e arrumando as malas
E agora espera a frase certa cair feito chuva em teu quintal
Molhando as sementes escondidas que prometiam curar o mal
Em meio ao teu olhar ateu
Alheio as coisas belas que ainda se movem
O poeta é o que sobrou de Deus
Então, não perca nunca a poesia de vista
Enquanto da favela os tiros são enviados feito cartões postais
De quem não conhece outra linguagem e desafia com novos sinais
É daqui que nascem os novos demônios
Apadrinhados pelos deuses da nossa vã tecnologia
Serão meninos de fuzis os nossos novos anjos
Com áurea de hormônios incentivando a violência dos últimos dias
Na televisão um culto, um pastor da Igreja Universal
Querendo que um copo d’água seja solução para toda e qualquer rotina
Na hora em que só te resta silêncio, o que sobra das tuas falsas alegrias?
E o deus que te vendem na esquina é um mito para tua euforia
Ou se mata ou se morre...ou se salva ou selvageria
Em meio ao teu olhar ateu
Alheio ao amor que ainda nos move
O poeta é que sobrou de Deus
Então, só nos resta não perder as poesias de vista
E quem sabe enxergar e mudar um dia...
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Crise de mercado
Até quando me manter intacto
Entre as mudanças de mercado
Depois do solo da razão
Quem julga o quanto o sapato está apertado?
Até quando agüenta o coração?
Até quando não esquecer a diferença exata
Entre o mundo que a gente esperava
E os dias que vão nos trazendo até aqui
Hoje eu lembrei de quando a gente sonhava
E mal consegui dormir...
Como eles conseguem ser tão frios e exatos
Como eles conseguem descartar e admitir
Que não é possível de outro jeito
Que o foi o mais próximo do perfeito
Que o caminho é por aí...
Aos sonhos que caíram por terra
Aos que desistiram de suas feras
Nenhum conhecimento vai nos salvar
Não será a nova tecnologia
Não serão as velhas utopias
Não adianta colidir prática e teoria
Nenhum conhecimento do mercado vai nos salvar
Sempre vai ter a hora
Em que é preciso cortar gastos
Em que é preciso ir embora
Arrumar a mesa, procurar novo lugar
Entre as mudanças de mercado
Depois do solo da razão
Quem julga o quanto o sapato está apertado?
Até quando agüenta o coração?
Até quando não esquecer a diferença exata
Entre o mundo que a gente esperava
E os dias que vão nos trazendo até aqui
Hoje eu lembrei de quando a gente sonhava
E mal consegui dormir...
Como eles conseguem ser tão frios e exatos
Como eles conseguem descartar e admitir
Que não é possível de outro jeito
Que o foi o mais próximo do perfeito
Que o caminho é por aí...
Aos sonhos que caíram por terra
Aos que desistiram de suas feras
Nenhum conhecimento vai nos salvar
Não será a nova tecnologia
Não serão as velhas utopias
Não adianta colidir prática e teoria
Nenhum conhecimento do mercado vai nos salvar
Sempre vai ter a hora
Em que é preciso cortar gastos
Em que é preciso ir embora
Arrumar a mesa, procurar novo lugar
domingo, janeiro 21, 2007
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Parem as rotativas
| Quem aprendeu a fazer dinheiro? Qual era mesmo a intenção? Quem permaneceu firme e honesto Cara a cara com a ambição? Quem conseguiu ser dono das próprias riquezas Sem se submeter à possessão? Quem conseguiu esconder suas fraquezas Em maquiagem, em quadros da televisão? Quem conseguiu transformar em fortaleza O peso da solidão... É sempre assim A promessa e a ética de não aceitar Os meios de comunicação justificam os fins Que você escolheu para mudar O caminho é fácil demais O difícil é não se ter a si mesmo a toda hora É só isto o que ainda me faz ficar Feito um dinossauro perto da crista da onda Quem sabe a manchete do próximo pesadelo? Quantas páginas impressas valerão tua doce ilusão? Em caixa alta, a verdade sempre ficou para depois É a nossa letal condição Por trás da cortina, sussurros ao telefone É a nossa condicional permissão Para escolher o que é fato ou importa É sempre assim O discurso de quem não está aqui para julgar Mas os meios de produção justificam a velocidade Com que você vai nos aceitar O caminho é fácil de mais O difícil é se manter sóbrio a toda hora É só isto o que ainda me faz pensar Feito um dinossauro perto da crista da onda Quem quiser ler de fato a verdade Que escreva suas próprias impressões Quem quiser falar sobre liberdade Que tente sempre prender alguém às próprias visões No mais, o jogo é de pergunta e respostas Preparadas para um jogo de apostas |
Lado (poema simples e descomplicado)
“Tô” em paz Eu escolhi um lado Meus olhos estão abertos e são passionais Eu estou ao lado Estou buscando motivo para amar demais Ainda acredito na nossa história E mesmo que não haja glórias Eu sei o que me move e o que me faz Não adianta vir com novos prédios Meu coração não quer Eu nunca tive crédito Mas sempre me sobrou fé Na falta de lugar melhor, sempre caminhei Nunca fiquei parado a espera de futuro qualquer Só devo aos meus passos meus erros de lei “Tô” em paz Juro que é do fundo da alma Meus poros estão abertos a erros a mais Nem sempre tive calma Mas estou buscando motivos para ir atrás Não sei bem o que quero Mas sinto o que não cabe em mim Eu nunca tive crédito Mas sempre tive a coragem de seguir |
Na procura dos mortos
Pra onde vão teus olhos À procura de outros mortos Os sorrisos ficaram presos às fotos Nada se renovou Hoje o dia amanheceu triste Perdi o sentido do que em mim existe Não sei se existo, ou estou vivo O silêncio não se rompe com o grito O escuro veio iluminar a dor... Pra onde viraram os teus olhos Quando os teus passos ficaram tortos Por achar que escreveriam em linhas certas E agora a crença já era Ninguém fala mais de amor Os dias estão ficando cada vez mais tristes A solidão e o prazer ofuscaram o nosso limite E tudo segue sem sentido O silêncio não se rende ao grito O escuro veio esconder a dor Ficou indiferente Se é por lucro ou por amor Canções pós-modernas Embalam a moda que já passou Hoje o dia anoitece triste... |
Aos teus olhos
Quem vai ter livre acesso Quem vai estar por perto Quando tudo ficar deserto Quando teus olhos perderem a cor? Às vezes existo, mas não me sinto vivo Escondo-me dentro do silêncio...implosão do grito Não enxergo o que trazem teus olhos Qual a diferença entre ter e haver razão? Qual é indiferença que habita nossa emoção? Quem vai ter livre acesso ao mundo que nos espera? Quem vai estar perto para acalmar a fera? Às vezes sei como acontece, mas não entendo Escondo-me dentro do silêncio...não te compreendo Não leio o que trazem teus olhos Como pode passar por nós tão indiferente Quem disse não haver diferença entre prazer e o amor Ainda existe alguma canção que emocione a gente Que coloque na mesma valsa, a caça e o caçador Ás vezes procuro tanto o que em mim incide Encontro-me dentro do silêncio...só você existe Então sei o que trazem teus olhos Sei o que trazem teus olhos Sei o que movem teus olhos |
domingo, janeiro 14, 2007
Deus quer nascer em mim...
Há um parto para nascer porto
Um breve encosto para qualquer barco
Que quer sair de mim
Uma fé que me fere aos poucos
Por contrariar o que sempre vi
Agora que a ciência decretou o morto
Deus anda querendo nascer em mim
Uma oração no simples ato de sorrir
Que nos faz estar um no outro
Eu digo que Ele chegou;
Ele me diz que sempre esteve aqui
Não sei se acredito Nele
Se Ele existe nunca duvidou de mim
As coincidências em mar revolto
Podem até comprovar o que eu nunca vi
Um breve encosto para qualquer barco
Que quer sair de mim
Uma fé que me fere aos poucos
Por contrariar o que sempre vi
Agora que a ciência decretou o morto
Deus anda querendo nascer em mim
Uma oração no simples ato de sorrir
Que nos faz estar um no outro
Eu digo que Ele chegou;
Ele me diz que sempre esteve aqui
Não sei se acredito Nele
Se Ele existe nunca duvidou de mim
As coincidências em mar revolto
Podem até comprovar o que eu nunca vi
Desde ontem
Não sei se você sabe
O quanto amo você
Sei que peco tanto em não dizer
Te sigo sempre com a mente
mesmo quando não te vejo mais
Só há distância e tempo quando não estou com você
No mais só existe paz, no homem que foi você quem fez
Não precisa abrir a boca
Agora é só para que você escute
O quanto eu te amo sem te dizer
Toma conta do meu silêncio e vem em paz
Não há nem definição para saudade
Ou para a liberdade quando estou preso a você
Desde ontem, que hoje eu já te amo muito mais
Será que você sabe que não houve mundo antes de te ter
Como se eu só estivesse vivo para chegar a você
Entre tantos percursos tua alma é meu mar
E nem houve curso certo, como não era certo que eu pudesse amar
Agora, um outro mundo me vem...
Eu queria tanto te dizer
Não dormir pensando em você
Entre outras frases clichês...
Agora, um outro mundo se fez...
Não precisa abrir os olhos
Agora é só para que você possa ver
O quanto minha sorte é você
Toma conta do meu silêncio e vem em paz
Não há definição para essa estrada
Que tomamos sem perceber
Desde ontem, que amanhã te amarei muito mais
O quanto amo você
Sei que peco tanto em não dizer
Te sigo sempre com a mente
mesmo quando não te vejo mais
Só há distância e tempo quando não estou com você
No mais só existe paz, no homem que foi você quem fez
Não precisa abrir a boca
Agora é só para que você escute
O quanto eu te amo sem te dizer
Toma conta do meu silêncio e vem em paz
Não há nem definição para saudade
Ou para a liberdade quando estou preso a você
Desde ontem, que hoje eu já te amo muito mais
Será que você sabe que não houve mundo antes de te ter
Como se eu só estivesse vivo para chegar a você
Entre tantos percursos tua alma é meu mar
E nem houve curso certo, como não era certo que eu pudesse amar
Agora, um outro mundo me vem...
Eu queria tanto te dizer
Não dormir pensando em você
Entre outras frases clichês...
Agora, um outro mundo se fez...
Não precisa abrir os olhos
Agora é só para que você possa ver
O quanto minha sorte é você
Toma conta do meu silêncio e vem em paz
Não há definição para essa estrada
Que tomamos sem perceber
Desde ontem, que amanhã te amarei muito mais
Samba sem som, nem piedade
Sem canção, o silêncio que toca seco
Faz lembranças valsarem sem endereço
No salão deserto do teu olhar
Na parede do quarto, um filme de guerra
Que ao invés de soldados, traz uma batalha a dois
Já que na trincheira da saudade
O beijo que não existe mais é arma sem piedade
Ele vem para te matar, para te matar
Não adianta fechar os olhos, que a cena passa por dentro
Cada um carrega seus mortos, ainda vivos em outros braços
Não adianta abrir o tempo, que a chuva cai é aqui dentro
Cada um carrega suas dores, ainda que em novos abraços
Eu sou o furto do que fui e hoje não me acho
Faz lembranças valsarem sem endereço
No salão deserto do teu olhar
Na parede do quarto, um filme de guerra
Que ao invés de soldados, traz uma batalha a dois
Já que na trincheira da saudade
O beijo que não existe mais é arma sem piedade
Ele vem para te matar, para te matar
Não adianta fechar os olhos, que a cena passa por dentro
Cada um carrega seus mortos, ainda vivos em outros braços
Não adianta abrir o tempo, que a chuva cai é aqui dentro
Cada um carrega suas dores, ainda que em novos abraços
Eu sou o furto do que fui e hoje não me acho
Na volta
Amanhã, o impossível vai estar aqui
Quem ousa desmentir
Não sabe nem de si, nem o que traz
Ela demorou a dormir
Pensou que a noite não teria mais fim
Porém o tempo não pára para que possamos nos conhecer
É preciso romper as fronteiras que o mundo teima em nos dar
E a música há de seguir
A dança também terá que acabar
Restarão calos nos pés sobre o salão
Na cabeça a invenção de uma nova canção
Que nos dirá que amanhã o sol será capaz
De secar o orvalho que eu deixei
De iluminar tudo que sem querer lhe dei
E que você foi sem nem notar, que era o melhor que poderia dar
Porém o tempo não pára para que possamos nos consertar
Você faz parte da enciclopédia que nunca quis escrever
Que outros talvez queiram ler
Mas que nunca vai então me revelar
Eu sou infinito assim, dentro do menor espaço a me sufocar
Se ela quer saber se retornará para mimAinda que volte para aqui, eu não serei mais o mesmo lugar
Quem ousa desmentir
Não sabe nem de si, nem o que traz
Ela demorou a dormir
Pensou que a noite não teria mais fim
Porém o tempo não pára para que possamos nos conhecer
É preciso romper as fronteiras que o mundo teima em nos dar
E a música há de seguir
A dança também terá que acabar
Restarão calos nos pés sobre o salão
Na cabeça a invenção de uma nova canção
Que nos dirá que amanhã o sol será capaz
De secar o orvalho que eu deixei
De iluminar tudo que sem querer lhe dei
E que você foi sem nem notar, que era o melhor que poderia dar
Porém o tempo não pára para que possamos nos consertar
Você faz parte da enciclopédia que nunca quis escrever
Que outros talvez queiram ler
Mas que nunca vai então me revelar
Eu sou infinito assim, dentro do menor espaço a me sufocar
Se ela quer saber se retornará para mimAinda que volte para aqui, eu não serei mais o mesmo lugar
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Não posso chegar pelas rotas do seu olhar
| Eu sigo em paz sozinho, por entre as nuvens Nunca escolhi bando, nem ninho para morar Sei dos perigos postos por entre as ruas Mas não posso querer chegar pelas rotas do seu olhar Que me proteja o sol quando for dia E que noite traga verdades que só o medo pode revelar Quem disse que é obrigação do sangue correr nas veias? É por estar preso ao corpo...é por não estar solto no ar Sempre fui só compondo a manhã que me clareia Mesmo que sempre estivesse à espera de ver você chegar Não confio em nenhum abrigo Às vezes faço prece até pelos meus inimigos Só para não ter ninguém a me acompanhar Não deixo ensinamento, nem lição de vida Não estou para edificar o tempo Nem para encontrar uma saída... ...a roupa que cabe em mim, só em mim servirá... Que julgue quem vê pelas janelas das casas Estou pela rua a aliviar a minha alma Não preciso de bando para abrir minhas asas Não odeio ninguém e quem eu amo é um pouco meu lar Onde posso estender nos varais meu cansaço Onde posso mostrar que nos sapatos só trago os passos As pegadas ficaram em seu devido lugar... E você é assim como eu Estende os braços quando sorrir com o espírito Mas não deixa de vigiar a inveja dos malditos E o nosso desprezo é o mais certeiro tiro No peito de quem acha que aprendeu a viver E agora teima em querer ensinar... |
Acesso negado
| Não é nada engraçado, achar graça de tudo É tiro ao alvo e nem perguntaram O que está entre eles e o previsível futuro Chegaram todos atrasados e ainda acreditam Que é inédito o museu que ainda está pra nascer Corrida pela senha...o acesso está implícito Mas só não enxergar quem não quer querer poder Corrida pelo espaço...o avesso sequer persiste Ignoram os tristes com auto-ajuda e prazer Sozinhos em meio às caras ao lado Será que de fato crêem que a solidão não existe? Eles trocam de moda, mas continuam o que são Eles trocam de pele, mas o veneno ainda é o mesmo Mudam as novelas, mas é a mesma invenção De tanto apanhar, chega o dia em que não mais se esquece ...ou se muda o caminho, ou se molda à dor... De tanta ilusão, chega o dia em que a realidade perece ...ou se muda o foco, ou o mito molda a visão... |
Quem imaginou que não seria?
| Sempre arriscado...quem imaginou que não seria É assim com quem escolhe um lado Sopra o coração com o que se sonhou um dia Todo dia a gente quebra a cabeça Para juntar as peças de uma poesia Família, filhos, grana em plena auto-estrada Às vezes nada rima com nada Só que o mundo não para e só nos resta ir... Sempre faltam peças depois de parar um tempo Quem é que não precisa de um pouco de silêncio Fantasmas que atacam lá fora ganham sobrevida aqui dentro Mas me refugio no mundo que você me deu E meu coração é todo teu... E olhe que nem sei se um dia ele foi meu Tentam me fazer acreditar que é pouco Julgam-me como se eu já estivesse morto Mas o valor do mundo que nasce dos teus olhos só eu sei O valor do mundo que nasce dos teus olhos só eu sei Eu aprendi a enxergar aonde cheguei... |
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Personagem
| A vida segue sem você Tinha que ser...tenho que me virar Sou do futuro agora e quem vem lá não vai saber Que um dia eu sai colhendo meus pedaços pelo chão Por onde pisamos sem entender que o caminho nos seguirá Do meu vazio cuido eu E ninguém precisa indagar... O que se perdeu, ou que se deixou de ganhar Será um farol condenando o que virá Não haverá como esquecer, Ainda que haja uma forma de deixar de te amar São nossas marcas a partir de agora Armadilhas para quem quiser nos encontrar Ficamos mais profundos sem querer E em qualquer novo corpo que eu possuir Sua alma vai estar para me assombrar Até o dia em que eu deixar de existir Mesmo que algum dia eu ainda deixe de te amar É que a vida segue sem você Mas minha alma não seguirá Ainda buscará teus olhos, a minha nova vida Nem que seja para te mostrar Que foi possível sem você Ou que nunca será... |
Equilíbrio químico
?Quem paga por ser sincero?
?Quem ainda chora ao sabor de uma canção?
?Quem ainda crer em algum mistério?
?Quem sabe o significado da palavra coração?
Minha cabeça busca equilíbrio químico
Mas para mim é tão físico quanto o amor e a dor
Às vezes creio mais em anjos que em comprimidos
E tuas asas ainda abraçam o que nos restou
Endofina não é felicidade, nem sensação
Quando o escuro não passa, nem acaba
Um sol interno ilumina o poço da solidão...
Não adianta correr
Não há como escapar
A prisão não possui paredes
Mas é impossível se soltar
Não se trata de ter respostas
Mas a pergunta certa para alguém nos escutar...
Só há dúvidas em mim...
....e eu não sei fazer as apostas...
Eu ainda pago por ser sincero
Eu ainda choro ao sabor de uma canção
Não sei se ainda creio em mistérios
Ainda busco o significado de se ter coração
(E quem precisa saber além de nós dois...)
De que me vale saber a causa e o nome?
De que me vale traçar métodos e uma rota?
Às vezes nem sei ao certo do que tenho fome
Quase sempre deixo a jugular a mostra
Me deixa fugir
“Não tem por onde escapar”
Mas não há paredes aqui
“Por isso mesmo não há como se soltar”
Como é que eu faço então?
“Liberdade é escolher a própria prisão”
Não pode ser
“Mas pode crer”
Não pode ser
“Mas pode crer"
?Quem ainda chora ao sabor de uma canção?
?Quem ainda crer em algum mistério?
?Quem sabe o significado da palavra coração?
Minha cabeça busca equilíbrio químico
Mas para mim é tão físico quanto o amor e a dor
Às vezes creio mais em anjos que em comprimidos
E tuas asas ainda abraçam o que nos restou
Endofina não é felicidade, nem sensação
Quando o escuro não passa, nem acaba
Um sol interno ilumina o poço da solidão...
Não adianta correr
Não há como escapar
A prisão não possui paredes
Mas é impossível se soltar
Não se trata de ter respostas
Mas a pergunta certa para alguém nos escutar...
Só há dúvidas em mim...
....e eu não sei fazer as apostas...
Eu ainda pago por ser sincero
Eu ainda choro ao sabor de uma canção
Não sei se ainda creio em mistérios
Ainda busco o significado de se ter coração
(E quem precisa saber além de nós dois...)
De que me vale saber a causa e o nome?
De que me vale traçar métodos e uma rota?
Às vezes nem sei ao certo do que tenho fome
Quase sempre deixo a jugular a mostra
Me deixa fugir
“Não tem por onde escapar”
Mas não há paredes aqui
“Por isso mesmo não há como se soltar”
Como é que eu faço então?
“Liberdade é escolher a própria prisão”
Não pode ser
“Mas pode crer”
Não pode ser
“Mas pode crer"
Desconfigurado
Quase nunca consigo ter esse tom tão otimista
Corrompido pela lucidez, meu coração é quase um suicida
Precipita-se nas paixões, mesmo prevendo a insegurança
Dependendo o ângulo sob o qual se vê
A primeira a fugir e morrer pode ser a tal da esperança
Mas eu continuo aqui firme e forte feito antes
Não sei bem o que será de mim
Mas sei o valor de tudo que vivi em poucos instantes
Se foi apenas sonho ficará o cheiro pela casa
Da luz que me guiou um dia e traria o futuro para dentro da sala
Desculpe se não consigo crer naquele velho mundo possível
Mas isto não quer dizer que não enxergue um novo início
Estacionei Karl Marx em alguma daquelas calçadas
Onde desenhávamos os dias que nos faltavam
Hoje se estou mais pessimista, talvez até seja por vício
Hoje enxergo em pequenas coisas, os grandes princípios
Talvez seja assim, agir mais por amor do que por teoria
Deixar de escrever tratados para compor poesias...
Não quero estar certo, mas cansei de gritar em meio ao deserto
Enquanto há tanta coisa que ainda pode ser mudada
Pode falar mal de mim nos próximos seminários sobre o povo
Pode dizer que eu nunca luto por ninguém
Entre a cátedra e a catedral de mitos novos
Entre os córregos e os rios onde correm conceitos mortos
Eu continuo por amor e não pelo discurso que convém
Corrompido pela lucidez, meu coração é quase um suicida
Precipita-se nas paixões, mesmo prevendo a insegurança
Dependendo o ângulo sob o qual se vê
A primeira a fugir e morrer pode ser a tal da esperança
Mas eu continuo aqui firme e forte feito antes
Não sei bem o que será de mim
Mas sei o valor de tudo que vivi em poucos instantes
Se foi apenas sonho ficará o cheiro pela casa
Da luz que me guiou um dia e traria o futuro para dentro da sala
Desculpe se não consigo crer naquele velho mundo possível
Mas isto não quer dizer que não enxergue um novo início
Estacionei Karl Marx em alguma daquelas calçadas
Onde desenhávamos os dias que nos faltavam
Hoje se estou mais pessimista, talvez até seja por vício
Hoje enxergo em pequenas coisas, os grandes princípios
Talvez seja assim, agir mais por amor do que por teoria
Deixar de escrever tratados para compor poesias...
Não quero estar certo, mas cansei de gritar em meio ao deserto
Enquanto há tanta coisa que ainda pode ser mudada
Pode falar mal de mim nos próximos seminários sobre o povo
Pode dizer que eu nunca luto por ninguém
Entre a cátedra e a catedral de mitos novos
Entre os córregos e os rios onde correm conceitos mortos
Eu continuo por amor e não pelo discurso que convém
A valsa entre hipérboles
Não me imagino sem você
Seja num dia, ou durante um ato
Nos bastidores, ou no palco...
Eu não me imagino sem você
Longe de ti tudo é sombra e silêncio
Por mais que a cidade me traga terremotos
Longe de ti sou só um pedaço de passado
Jogado em meio aos mortos
Não me imagino sem você
Seja minha metade, ou meu corpo inteiro
Seja de fato concreto, ou exagero
Eu não me imagino sem você
Longe de ti tudo é escuro e tenso
Por mais que lá fora seja forte a luz
Longe de ti sou só um pedaço de passado
Jogado entre o que não mais seduz
Não me imagino sem você
Não me vejo em outro tempo e espaço
Por mais alternativas que nos dêem os astros
Eu não me imagino sem você
Só sobra você quando sombras incidem
É você quando meu coração desperta do silêncio
Só sobra você quando nenhum lugar me cabe
Quando conviver com a dor é uma arte....só me sobra você...
Seja num dia, ou durante um ato
Nos bastidores, ou no palco...
Eu não me imagino sem você
Longe de ti tudo é sombra e silêncio
Por mais que a cidade me traga terremotos
Longe de ti sou só um pedaço de passado
Jogado em meio aos mortos
Não me imagino sem você
Seja minha metade, ou meu corpo inteiro
Seja de fato concreto, ou exagero
Eu não me imagino sem você
Longe de ti tudo é escuro e tenso
Por mais que lá fora seja forte a luz
Longe de ti sou só um pedaço de passado
Jogado entre o que não mais seduz
Não me imagino sem você
Não me vejo em outro tempo e espaço
Por mais alternativas que nos dêem os astros
Eu não me imagino sem você
Só sobra você quando sombras incidem
É você quando meu coração desperta do silêncio
Só sobra você quando nenhum lugar me cabe
Quando conviver com a dor é uma arte....só me sobra você...
terça-feira, janeiro 02, 2007
Real motivo
Não imagino que vá mudar muita coisa
Amanhã estaremos no mesmo lugar
Talvez até com menos sonhos do que agora
É natural para quem enxerga o mundo andar
Mas sempre haverá vida pra depois
Que qualquer dor nos abater
Sempre há de haver força para não se entregar
Em poucos amigos que telefonam quando tudo "tá" perdido
Em poucos segundos em que o mundo parece fazer sentido
Sempre há de haver um motivo para nós
Sempre há de haver motivo...
Não é a toa que nossos corações ecoam
Que batem no compasso de outras freqüências
Não é a toa que as nossas mentes voam
Enquanto outros mentem sobre o que vale a pena
Sinto muito se falta dinheiro, mas é que não nos vendemos tão fácil
Sinto muito se é mais fácil de outro jeito
Mas é que somos feitos de coração e coragem
Não é nem que não sentimos medo
Mas é que descobrimos antes do fim, o final da viagem
E ainda vale a pena crer
Se quando chega em casa de fato tenho você
Diferente das parcerias assinadas em contrato
Não há motivos para estarmos juntos
E este é o motivo de realmente estarmos
Como uma declaração de amor que se renova a cada ano
Como o item que se coloca de última hora no mais perfeito plano
É sempre o mais importante
Pode parecer pouco para que deseja o mundo
Mas para quem já tem o mundo é mais importante...
Optamos pela dor, optamos pelo mais importante
Amanhã estaremos no mesmo lugar
Talvez até com menos sonhos do que agora
É natural para quem enxerga o mundo andar
Mas sempre haverá vida pra depois
Que qualquer dor nos abater
Sempre há de haver força para não se entregar
Em poucos amigos que telefonam quando tudo "tá" perdido
Em poucos segundos em que o mundo parece fazer sentido
Sempre há de haver um motivo para nós
Sempre há de haver motivo...
Não é a toa que nossos corações ecoam
Que batem no compasso de outras freqüências
Não é a toa que as nossas mentes voam
Enquanto outros mentem sobre o que vale a pena
Sinto muito se falta dinheiro, mas é que não nos vendemos tão fácil
Sinto muito se é mais fácil de outro jeito
Mas é que somos feitos de coração e coragem
Não é nem que não sentimos medo
Mas é que descobrimos antes do fim, o final da viagem
E ainda vale a pena crer
Se quando chega em casa de fato tenho você
Diferente das parcerias assinadas em contrato
Não há motivos para estarmos juntos
E este é o motivo de realmente estarmos
Como uma declaração de amor que se renova a cada ano
Como o item que se coloca de última hora no mais perfeito plano
É sempre o mais importante
Pode parecer pouco para que deseja o mundo
Mas para quem já tem o mundo é mais importante...
Optamos pela dor, optamos pelo mais importante
Muito por muito pouco
Deixaram a margem da história
Ninguém sabe ao certo o que vem
Qual será o tamanho da onda?
Quem ficará fora do trem?
E pra quem pensa por si só
Não haverá espaço
Ou é corda no pescoço
Ou é andar contando os passos
E pra quem pensa por si só
Não haverá poemas
Ou é boné na cabeça
Ou é andar cortando dilemas
E quem pensa por si só?
Deram falsas glórias
Ninguém sabe o que se fez por merecer
Perderam o bonde da história
Encontram a fonte do poder
E pra quem pensa por si só
Não haverá mais tempo
Ou é aceitar o que vier
Ou é ignorar o que anda vendo
E quem pensa por si só?
E pra quem pensa por si só
Será só mais um dia atrás do outro
Com poucas ambições
Sonhando muito por muito pouco
Ninguém sabe ao certo o que vem
Qual será o tamanho da onda?
Quem ficará fora do trem?
E pra quem pensa por si só
Não haverá espaço
Ou é corda no pescoço
Ou é andar contando os passos
E pra quem pensa por si só
Não haverá poemas
Ou é boné na cabeça
Ou é andar cortando dilemas
E quem pensa por si só?
Deram falsas glórias
Ninguém sabe o que se fez por merecer
Perderam o bonde da história
Encontram a fonte do poder
E pra quem pensa por si só
Não haverá mais tempo
Ou é aceitar o que vier
Ou é ignorar o que anda vendo
E quem pensa por si só?
E pra quem pensa por si só
Será só mais um dia atrás do outro
Com poucas ambições
Sonhando muito por muito pouco
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