sexta-feira, janeiro 05, 2007

A valsa entre hipérboles

Não me imagino sem você
Seja num dia, ou durante um ato
Nos bastidores, ou no palco...
Eu não me imagino sem você

Longe de ti tudo é sombra e silêncio
Por mais que a cidade me traga terremotos
Longe de ti sou só um pedaço de passado
Jogado em meio aos mortos

Não me imagino sem você
Seja minha metade, ou meu corpo inteiro
Seja de fato concreto, ou exagero
Eu não me imagino sem você

Longe de ti tudo é escuro e tenso
Por mais que lá fora seja forte a luz
Longe de ti sou só um pedaço de passado
Jogado entre o que não mais seduz

Não me imagino sem você
Não me vejo em outro tempo e espaço
Por mais alternativas que nos dêem os astros
Eu não me imagino sem você

Só sobra você quando sombras incidem
É você quando meu coração desperta do silêncio
Só sobra você quando nenhum lugar me cabe
Quando conviver com a dor é uma arte....só me sobra você...

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