Sem canção, o silêncio que toca seco
Faz lembranças valsarem sem endereço
No salão deserto do teu olhar
Na parede do quarto, um filme de guerra
Que ao invés de soldados, traz uma batalha a dois
Já que na trincheira da saudade
O beijo que não existe mais é arma sem piedade
Ele vem para te matar, para te matar
Não adianta fechar os olhos, que a cena passa por dentro
Cada um carrega seus mortos, ainda vivos em outros braços
Não adianta abrir o tempo, que a chuva cai é aqui dentro
Cada um carrega suas dores, ainda que em novos abraços
Eu sou o furto do que fui e hoje não me acho
domingo, janeiro 14, 2007
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