A espera de um novo dia, quem cala nem sente que consente
Uma luz no espelho ainda irradia, o sol que um dia já iluminou tua casa
Houve meses em que a oração foi alívio e poesia
Aos poucos a fé foi cedendo à razão e arrumando as malas
E agora espera a frase certa cair feito chuva em teu quintal
Molhando as sementes escondidas que prometiam curar o mal
Em meio ao teu olhar ateu
Alheio as coisas belas que ainda se movem
O poeta é o que sobrou de Deus
Então, não perca nunca a poesia de vista
Enquanto da favela os tiros são enviados feito cartões postais
De quem não conhece outra linguagem e desafia com novos sinais
É daqui que nascem os novos demônios
Apadrinhados pelos deuses da nossa vã tecnologia
Serão meninos de fuzis os nossos novos anjos
Com áurea de hormônios incentivando a violência dos últimos dias
Na televisão um culto, um pastor da Igreja Universal
Querendo que um copo d’água seja solução para toda e qualquer rotina
Na hora em que só te resta silêncio, o que sobra das tuas falsas alegrias?
E o deus que te vendem na esquina é um mito para tua euforia
Ou se mata ou se morre...ou se salva ou selvageria
Em meio ao teu olhar ateu
Alheio ao amor que ainda nos move
O poeta é que sobrou de Deus
Então, só nos resta não perder as poesias de vista
E quem sabe enxergar e mudar um dia...
quarta-feira, janeiro 31, 2007
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