sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Coração & Mercadoria

Quando chega o fim-de-tarde e a alma cansada de andar
Sonhos postos na vitrine...cabeça cansada de negociar
Quem ainda vai saber que temos um coração?
Quem mais vai fingir que as circunstâncias não foram por mal?
Será mesmo a nossa condição? Será mesmo tão natural...

...quem viu a luz no fim do túnel; fogos artificiais...
...não sei se vou conseguir; não sei mentir e dormir em paz...

Quando chega a madrugada e os sonhos cansam de caminhar
Pesados a postos prestes a passear...olhos cansados de vigiar
Por qual motivo vai pulsar nosso coração?
Por qual motivo vão fingir que as circunstâncias não são por mal?
Será mesmo a nossa salvação? Será a selva cartão-postal?

...que viu a luz dentro de ti; realidade surreal...
...quando vou conseguir dormir, sem mentir que durmo em paz...

O preço é alto e às vezes nem sabemos mais no que acreditar
É complicado seguir...é impossível apenas ficar
A ciência acaba de provar o que era óbvio ao teu olhar ateu
Ficaríamos todos presos a espera da bolha estourar
Ninguém vai conseguir sair? Nenhuma ferida vai conseguir sarar?

...eu pensei que era uma luz dentro de mim; era natural...
...eu precisei de remédios para não dormir; rezei para não acordar...

Pecado e castigo vieram hoje te visitar
Alguém te avisou que nesta hora todos iriam te deixar?
“É tarde demais eu preciso ir”
Teus lençóis são tempestades que sopram para nenhum lugar
Agora é preciso ir...impossível parar...

Nenhum comentário: