sábado, fevereiro 10, 2007

Desde o muro

Pane no vôo para o futuro
Perdemos o sentido
Desde a queda do muro
Desde a construção de tantos abrigos
Desde o silêncio cheio de entulhos
Desde o vazio dos nossos gritos

As luzes entram por um furo
Até quando viver de artifícios
Quanto mais proteção, mais inseguros
É difícil separar virtudes e vícios
Desde o tempo em que erguíamos o muro
Desde o tempo em que fazia sentido

E a gente tenta permanecer vivo com estratégias suicidas
Do que são feitas as águas que cercam as nossas ilhas?
Quanto vale mesmo as nossas vidas?
Qual a próxima estratégia suicida?

Não sei o que fazer dentro do escuro
Que ilumina os meus medos mais vivos
O cotidiano é tão absurdo
Ficou tão natural não fazer sentido

2 comentários:

Anônimo disse...

Estou viajando, por isso não escrevo aqui... Beijos

Anônimo disse...

Passei!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!