Escrevo sob céu nublado
Dou as cores que não vejo lá fora aos versos que invento
O tempo é frio e nunca está do meu lado
Faz calor aqui dentro
Será que água do mar é a mesma do meu aquário?
Será que escafandristas vão desarrumar o meu armário?
Será que meus netos escutarão os ecos que deixo no vento...
Assumo em público as minhas posturas
Viram torturas no meio das pessoas mesquinhas
Ainda que as dores que carrego sejam só minhas
Às vezes vôo leve e livre apesar do peso do medo
Às vezes desato a falar e não escondo os segredos
Sim, eu tenho muitos horrores...
Medo de voar, medo de fechar a porta ao sair
Medo de morrer e Deus existir
Medo de usar de mais a razão e perder a emoção
Sempre estou pensando nos problemas que ainda não vieram
O carro que quebrou, o cano que estourou, os dias que já eram
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
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