Cansado de tudo
...das coisas comuns...
...da vida simples...
De tudo que acontece todo dia
Minha poesia é uma flor que fede
Em uma redoma a paquerar narizes passantes
Escrever é quase vomitar
A gente sempre acaba voltando
Eu tinha me deixado para trás
E hoje, eu me flagro andando para algum canto
É...eu ainda canto
Estou ficando velho
Envelhecer sepulta certezas
Tudo cada vez faz menos sentido
Tudo cada vez tem menos respostas
Mas há jardins escondidos nas entrelinhas
Flores que nos sugam e nos acrescentam
às vezes não enxergo bem quem entra
E só quando sai, vejo o que perdi
Esqueço do que ganhei enquanto estivestes aqui
Eu também nem sei se fico procurando
motivos que não existem para morrer feliz
Ou se há Deus realmente aqui
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
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Um comentário:
como é bom compor contigo, meu caro amigo que nunca conheci!!! então fica assim! de quando em quando, de tempo em tempo, estamos juntos de alguma forma: entre palavras, dores e cyber-janelas!!! não vá se perder por aí! Beijos! Maira Viana
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