quarta-feira, janeiro 17, 2007

Parem as rotativas

Quem aprendeu a fazer dinheiro?
Qual era mesmo a intenção?
Quem permaneceu firme e honesto
Cara a cara com a ambição?
Quem conseguiu ser dono das próprias riquezas
Sem se submeter à possessão?
Quem conseguiu esconder suas fraquezas
Em maquiagem, em quadros da televisão?
Quem conseguiu transformar em fortaleza
O peso da solidão...

É sempre assim
A promessa e a ética de não aceitar
Os meios de comunicação justificam os fins
Que você escolheu para mudar
O caminho é fácil demais
O difícil é não se ter a si mesmo a toda hora
É só isto o que ainda me faz ficar
Feito um dinossauro perto da crista da onda

Quem sabe a manchete do próximo pesadelo?
Quantas páginas impressas valerão tua doce ilusão?
Em caixa alta, a verdade sempre ficou para depois
É a nossa letal condição
Por trás da cortina, sussurros ao telefone
É a nossa condicional permissão
Para escolher o que é fato ou importa

É sempre assim
O discurso de quem não está aqui para julgar
Mas os meios de produção justificam a velocidade
Com que você vai nos aceitar
O caminho é fácil de mais
O difícil é se manter sóbrio a toda hora
É só isto o que ainda me faz pensar
Feito um dinossauro perto da crista da onda

Quem quiser ler de fato a verdade
Que escreva suas próprias impressões
Quem quiser falar sobre liberdade
Que tente sempre prender alguém às próprias visões
No mais, o jogo é de pergunta e respostas
Preparadas para um jogo de apostas

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