quinta-feira, novembro 30, 2006

Como nós (Luis Vilar/ Manaíra Aires)


Pessoas como nós abrem velas na tempestade
Semeiam em campo minado, sem os olhos atentos ao que vai nascer
Pessoas como nós já parecem saber
Que tudo tem sua obsolescência e que dela nasce um início
Ainda que com novas intempéries e novos vícios

São pessoas como nós...com muito a dizer e pouca voz
Que guardam sonhos nas gavetas...jogam poesia sem ideologia
Desenham com tijolos nas calçadas o que esperam do amor
Enquanto tempestades, nos acolhem ou dispersam
...são pessoas como nós...

De peito aberto, embora as escolhas que fizemos sejam dolorosas
E tudo o que deixamos não entendam nossa partida...ou nossos poemas
Serão os olhos alheios...ou a ilha de nossos temas?
E por mais que pareça uma citação absurda
Ás vezes enfrentar a vida de peito aberto não deixa de ser uma forma de fuga

Para pessoas como nós...
Estão num teatro mágico a espera de iniciar...

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