
Pessoas como nós abrem velas na tempestade
Semeiam em campo minado, sem os olhos atentos ao que vai nascer
Pessoas como nós já parecem saber
Que tudo tem sua obsolescência e que dela nasce um início
Ainda que com novas intempéries e novos vícios
São pessoas como nós...com muito a dizer e pouca voz
Que guardam sonhos nas gavetas...jogam poesia sem ideologia
Desenham com tijolos nas calçadas o que esperam do amor
Enquanto tempestades, nos acolhem ou dispersam
...são pessoas como nós...
De peito aberto, embora as escolhas que fizemos sejam dolorosas
E tudo o que deixamos não entendam nossa partida...ou nossos poemas
Serão os olhos alheios...ou a ilha de nossos temas?
E por mais que pareça uma citação absurda
Ás vezes enfrentar a vida de peito aberto não deixa de ser uma forma de fuga
Para pessoas como nós...
Estão num teatro mágico a espera de iniciar...

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