segunda-feira, março 19, 2007

Não digo adeus

Eu não sei bem o que estou querendo
Se são frases soltas, ato falho, ou algo da TV
Nunca soube ver o amor acontecendo
Por mais singelo e em carne viva que ele possa aparecer

Meu lirismo sempre foi áspero e contra o tempo
Nunca foi bom em me revelar
Mas tua ausência anda me corroendo
E eu não pude evitar...

De escrever um bilhete tão breve assim
Para dizer que só eu sei que quando eu te conheci
Eu fiquei sabendo uma verdade inédita sobre mim
Eu passei a me conhecer de um ângulo que nunca me vi

Não sei se te chamo de metade ou espelho
Nesta carta tão informal
Meu coração anda mudando de endereço
E eu nem sei se isto tudo é bem ou mal
Medo de ser engano ou ser pouco é natural

E saiba que se um dia tudo ruir e ficarmos sós
Que a gente saiba dizer um ao outro adeus
Sem nos despedir do que houve de melhor entre nós

Então eu não digo adeus
Por mais que o até logo seja eterno
Então eu entrego a Deus
Mesmo que este seja o caminho do inferno
Mesmo que este seja o caminho até mim

E se acabar e despertar a fome
Devorarei o silêncio ao sabor do teu nome
Mas não digo adeus

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