Meu quarto escuro
Meu silêncio duro feito muro
Falta fé no futuro
Mas eu já não posso parar
Sem ajuda por perto
Há sempre quem queira mais
Por mais seco que seja o deserto
Há sempre quem só queira sugar
Você finge já nem sentir dor
Teu sorriso esconde teu medo modesto
Você tenta ainda crer em amor
Por mais que o coração seja placo de protesto
Sem saber ao certo o que é bem ou mal
Pais, mães e filhos puxam gatilhos
Entram pela porta do mesmo ritual
O que ainda nos guarda do perigo?
Nós seguimos calados
Implodindo gritos
E a violência por todos os lados
E o nosso lado é sempre o de maior risco
O sangue que talha no cotidiano
Esconde a profundeza do corte
Estamos estacando a hemorragia
Sem perceber para onde o rio corre
domingo, março 18, 2007
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