segunda-feira, março 26, 2007

Off Line I e II

Esta semana um grande companheiro de Literatura, Lee Flores, publicou coisa nova em seu blog. Chama-se “Off Line”. Bateu com uma idéia que eu tava na cabeça, mas não conseguia concretizar...Resolvi tomar emprestado uns versos do companheiro de viagem...e escrever Off Line II. Abaixo segue a original de Lee Flores.

Off line II (Luis Vilar)

É fácil sentar para esperar amanhecer

Ficar off line, quando necessário desaparecer

Não afirmar, nem sair do lugar

Ter todas as certezas só por medo de mudar

É muito fácil não se prender

Quando ética e éter não faz muita diferença

Quando não há crises sobre crenças

Surfar no aquário e acreditar ser o melhor do mar

É muito fácil deixar o piano cair das costas

Abdicar da própria composição por ninguém escutar

Ser leve ou leviano sobre as conseqüências impostas

Escutar o rádio na estação em que todo mundo está

Para nós, quando o melhor da vida bate na cara

É difícil, eu sei...

Mas para nós, a poesia da vida é coisa tão rara

É difícil, mas eu já sei

Que vamos ter que entrar de sola

É muito fácil não perder gol quando nem se toca na bola

E ainda assim condenar os atacantes pela TV

Não queremos dormir tranqüilo

Que venha o peso do mundo sobre nossas costas

Não queremos ganhar ou perder estilo

O nosso papo não é com ondas, nem com modas

Off Line (Lee Flores)

É fácil ficar no meio

entre o dito e o não dito

entre o feito e o não feito.

É muito fácil não se prender

não ser ética

não ser eter

surfar entre as escolhas.

É muito fácil não carregar o peso do mundo,

ser leviano é tão leve.

É tão leve se desligar,

aparecer off-line.

Pra mim a poesia da vida é tão cara.

Eu não quero dormir tranquilo.

Quero o peso do mundo todo em minhas costas.

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