Esta semana um grande companheiro de Literatura, Lee Flores, publicou coisa nova em seu blog. Chama-se “Off Line”. Bateu com uma idéia que eu tava na cabeça, mas não conseguia concretizar...Resolvi tomar emprestado uns versos do companheiro de viagem...e escrever Off Line II. Abaixo segue a original de Lee Flores.
Off line II (Luis Vilar)
É fácil sentar para esperar amanhecer
Ficar off line, quando necessário desaparecer
Não afirmar, nem sair do lugar
Ter todas as certezas só por medo de mudar
É muito fácil não se prender
Quando ética e éter não faz muita diferença
Quando não há crises sobre crenças
Surfar no aquário e acreditar ser o melhor do mar
É muito fácil deixar o piano cair das costas
Abdicar da própria composição por ninguém escutar
Ser leve ou leviano sobre as conseqüências impostas
Escutar o rádio na estação em que todo mundo está
Para nós, quando o melhor da vida bate na cara
É difícil, eu sei...
Mas para nós, a poesia da vida é coisa tão rara
É difícil, mas eu já sei
Que vamos ter que entrar de sola
É muito fácil não perder gol quando nem se toca na bola
E ainda assim condenar os atacantes pela TV
Não queremos dormir tranqüilo
Que venha o peso do mundo sobre nossas costas
Não queremos ganhar ou perder estilo
O nosso papo não é com ondas, nem com modas
Off Line (Lee Flores)
É fácil ficar no meio
entre o dito e o não dito
entre o feito e o não feito.
É muito fácil não se prender
não ser ética
não ser eter
surfar entre as escolhas.
É muito fácil não carregar o peso do mundo,
ser leviano é tão leve.
É tão leve se desligar,
aparecer off-line.
Pra mim a poesia da vida é tão cara.
Eu não quero dormir tranquilo.
Quero o peso do mundo todo em minhas costas.

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