Pra quê tanto pé atrás?
Por que tanta precaução?
Se não for para sair do canto de que adianta compor a canção?
Pra que serve um quebra-cabeça depois de montado em solidão?
E o que fazer com as peças que sobraram pelo chão?
Em canto, em cada cor, em cada sonho por aí
Eu não entendo os vícios sem prazer de um cotidiano a te seguir
Muito cuidado com o espelho, não há paredes nessa prisão
Não há represa pra o silêncio quando não houver mais barulho aqui
E eu sei das montanhas que se movem em silêncio
Eu sei do amor que puxas com o oxigênio
Quando ninguém mais está te olhando
Quando não há mais câmeras e você pode dormir
Se foi do jeito que se quis, se não te reconheces nesta dor
Feche os olhos, respire fundo...ainda assim é melhor o amor
Que tantas maquiagens e sorrisos de quem nunca se visitou
Eu ando agora por outro mundo
Eu vou sofrer e vou gozar sem medir riscos ou definir cor
Eu estou pintando outro futuro, inquietação que transbordou
E eu sei das montanhas que se movem em silêncio
Ainda é o teu amor que me faz suportar o tempo
Entre tanta gente normal...
E assim não temer mais o escuro
Não ficar sem futuro, quanto o plano falhar
Ainda é o teu amor que me faz suportar em silêncio
E mover montanhas com o tempo
Em meio a tanta gente normal...
E assim não temer o futuro
Quando ficar escuro, quando a luz falhar...
terça-feira, maio 15, 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário