Às vezes eu só quero saber
Onde as velas me levam
Onde é possível chegar sem querer prever
Sem buscas exatas
Sem fotos ou mapas
Ancorar em meio à tempestade
Só para testar o terreno em meio à liberdade
Às vezes eu só quero saber...
Compor o poema sem pensar nas palavras
Deixar o rio correr para o mar
Sem pensar em certezas
Para que servem as peças
Depois de montado o quebra-cabeça?
É o que eu ando a me perguntar...
Para que servem as peças que ficaram pelo chão
Depois de alçar vôo com meu velho bimotor coração...
Vai demorar, mas eu estou chegando
Vai demorar, mas eu vou chegar
Não sei para onde
Mas sempre parti em busca do que me faz ficar...
Quais as razões? Se é que razões há...
Hoje eu estou chegando, uma possibilidade diferente
Uma cor nova que é só da gente
Paira neste céu que poucos insistem em enxergar
Compor um poema sem pensar no que possa despertar
Sem medir raio de alcance
Sem alças de mirar, ou radar...
Feito para pessoas como você e eu
Feito pela necessidade de narrar...
Vamos de vôo rasante
Que às vezes eu só quero saber o que fazer
Com as peças que irão sobrar...
sexta-feira, maio 04, 2007
Peças de quebra-cabeça
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