quarta-feira, maio 16, 2007

Mortos ao vivo

Nada mais faz tanto sentido
Religiões e explosões ao vivo...
Do etanol ao individualismo
Tudo anda de prazo vencido

Qual o combustível desta fogueira?
Serão bravatas, bruxas, ou brincadeira?
O fogo queima a noite inteira
E não ilumina a tribo e seus vícios

Quem enxerga reza para cegar
Enquanto o mito é repetido
Em novos rostos do lugar...
E fica só o silêncio
Com medo do aviso: é proibido entrar

Qual é óleo desta máquina?
Serão as lágrimas que passam ao largo?
Quem tem as chaves deste lugar...
Quem detém o tempo, quando é tempo de despertar...

Nada mais nos faz correr risco
Foi calculado e planejado o imprevisível
Timidez ensaiada antes dela chegar
Coração controlado, engrenagens no altar

Quem enxerga sonha por colírio
Enquanto o rito é repetido
Em novas danças no lugar
E fica só o silêncio
Com medo de sair o grito: não dá para agüentar

Seremos mortos ao vivo
No próximo programa popular...
Qual o prazo do próximo prazer?
Qual a validade do que vem nos viciar?

Um comentário:

Lee disse...

o mais impressionante é como vc consegue escrever tantos poemas bons em tão pouco tempo.

acho que é a velocidade da pós-modernidade
heheheheeh