domingo, agosto 26, 2007

Para quando tivermos uma folga

Em meio aos dias
Que quase sempre se parecem uns com outros
A gente sai sempre em busca de muito pouco:
Quem sabe chegar vivo depois de sair de casa

O Amor virou algo para quando tivermos uma folga
Uma conversa rara entre as sobras
De um cotidiano de multidões e desertos que nos ronda
Em meio a estes dias de velocidades e horários

Em assim, nestes dias
Nós também nos parecemos uns com os outros
E a indiferença é um vício que nos deixa quase mortos
Com a sensação de que estamos tão vivos como força de trabalho

Mas às vezes você pensa até mesmo sem querer
Que a laranja mecânica será espremida na certa
E o que sobrará para você
Depois de acumular horas extras para gastar com uma vida deserta?

O Amor virou algo para quando pudermos fazer uma viagem
Quem sabe Disneylândia para comprar novas grades
E voltar com a sensação de que somos livres para escolher
A prisão que nos cerca ou a verdade que nos mate

É, às vezes você descobre é sem querer
Que para a bolha explodir anda faltando muito pouco
E o que sobrará para você
Depois de abrir conta no banco para pagar prestação de cemitério

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