sábado, maio 26, 2007

Para quem...

Para quem ainda escuta sinais...
...quando a razão quer tomar conta do tempo...
Para quem despreza jornais...
...e ainda ler poesias em uma rajada de vento...

Para quem ainda acredita
Que não é inevitável uma nova vida
Para quem enxerga jardins em desertas horas
Quem já quis me ver cair, não pode rir agora...

Contra quem prende no silêncio grito
Contra quem tenta unir sentimento e sentido...
Para quem desaprendeu a domar a fera
Para quem não aceita que a quimera já era

Para quem ainda acredita
Que não é inevitável uma saída
Para quem enxerga jardim e desperta as horas
Quem quer me ver cair e não ergue a própria história

Eu estou aqui agora
Sem por a alma para fora eu não existo
Passo em silêncio e batido
Empoeirando o coração e o sentimento...

Não sei passar indiferente
Entre quem ainda canta e quem silenciou
Acho que será assim para sempre
Carne viva e vivo amor...

Para quem ainda crê ler olhos
Diante de quem não enxerga que a gente existe
Para quem ainda crê em sonhos
Longe de quem no pesadelo insiste...

Um comentário:

Anônimo disse...

Para quem ainda crê ler olhos
Diante de quem não enxerga que a gente existe
Para quem ainda crê em sonhos
Longe de quem no pesadelo insiste...

É sempre bom estar de volta...