Aí estão os caras:
Salvação nas farmácias
Etanol e meditação
Quebra de barreiras: “adios; gratias!”
Lucro líquido e certo
Petróleo em putrefação
Nova combustão pra o Estado
Novo consumo de ilusão
Eles serão por nós...
...nos acertarão em cheio...
Eles serão nossa voz
...não sentiremos nem o cheiro...
Eles lucrarão a sós
Em um novo futuro que não veio
Tecnologia biodisel
Medicina ortomolecular
A senha no preço dos sonhos
Para quem ainda ousar sonhar
Prisão de luxo em prestações suaves
Cabem em qualquer bolso
Feito a vida que em qualquer canto cabe
Após a tudo se acostumar...
Eles serão por nós...
...nos iludirão em cheio...
Eles serão a nossa voz...
...nadando em rios de dinheiro...
Eles lucrarão a sós
Com motores a base de hidrogênio
E nós seremos sempre os ingênuos
Vestidos de vermelhos
Bandeirolas nas mãos
Lágrimas nos espelhos
Mas, eles lutarão por nós...
Estaremos sempre do meio pra baixo
Nunca no topo dos nossos anseios...
Sempre do meio pra baixo
Sempre pelos fins, que justificam os meios
segunda-feira, abril 02, 2007
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Um comentário:
A alegria de ver o pôr-do-sol todos os dias na UFAL melhora meus dias, eu me esforço menos para me ter. Tenho andado com pés falsos em solo firme. Não é bem aqui o meu lugar. Não se trata de uma questão física, mas de alma. E hoje, para mim, qualquer lugar já não serve mais.
Eu estou realizada, mas não estou feliz. Falta. Sempre falta. E não espero que tomem para si a idéia maniqueísta de que isso é bom ou ruim. Tudo tem suas fronteiras mais palpáveis.
Estou tentando me encontrar, perder o que me diminui, porque ganhei muitas vezes o que eu não precisava ou não queria.
Como crescer nesse universo de pequenas super dimensões?
Não podemos desistir? É covardia ou coragem abandonar tudo em nome do que bate no peito?
Crescer não dói. Lateja.
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