sábado, abril 28, 2007

Saíndo de cena

Nada acabou ainda
O sorriso da minha filha brilha aqui dentro...
Como folhas de outono, caem utopias
...mas conservo flores em meu peito...

Parece até ironia
A primavera aponta em pequenos gestos
Como amar uma mulher no ¿dia-a-dia¿
E não dever a cabeça ¿aos mais espertos¿

Nada acabou ainda
Ainda sinto o coração bater sem etiquetas
Ontem sonhei com outro mundo
Sem mensagens nas camisetas...

Parece bobagem
Ser feliz a margem de tudo que se engrena
Mas já que não fazemos parte da miragem
Ou a gente se defende, ou sai de cena...

Nada acabou ainda
Não perdi a fé nos pequenos atos
Ontem sonhei com meu pai lendo poesia
E compreendendo alguns dos meus passos...

Parece bobagem
Ser feliz no meio de tudo que eles encenam
Mas já que não fazemos parte da miragem
Ou a gente se ama, ou sai de cena...

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