quinta-feira, abril 05, 2007

O romance inabalável da bailarina com o vento... (Luis Vilar/Manaíra Aires)

Pés frágeis, em solo áspero...
Bailarina que dança só para não deixar a canção morrer
Curvas líricas que mostram a cara
E eu já nem tenho freio e nunca tive de me perder

Talvez porque aqui nunca foi bem o meu lugar
A cada pôr-do-sol a busca de novos dias
Nem sei se é físico, ou de alma
Nem sei se é real, ou são poesias
A leve sensação de que qualquer lugar já não serve mais

É preciso destruir, reconstruir...caos que antecede a paz

Talvez realizado, mas nunca feliz
Acho que falta sempre algo por faltar
Como quem assobia uma canção só por ouvir
Versos invisíveis que sejam paredes de um lar
Uma fronteira palpável dentro de mim
Não me deixa rir do circo montado em forma de altar

O universo de pequenas dimensões
O apertado infinito das nossas solidões
O sonho que na noite ainda nos beija
O sol em nosso peito que ainda lateja
Em busca do que iluminar

É covardia ou coragem
Abandonar tudo em nome do que bate no peito?
É ilusão ou é viagem
Acreditar que em cada passo ainda haja jeito?

Crescer não dói. Lateja.

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