terça-feira, abril 10, 2007

Inteligível (Luis Vilar/ Vanessa Alencar)

Até onde for possível
Até onde for inteligível
Tenho que acreditar na minha oração
Fé no que enxergo em silêncio
Na dança nas entrelinhas dos acontecimentos
Agir sempre somando
...explosões de desejos às luzes da razão...

Até onde for possível
Até onde foi inteligível
Sonhos de encontro ao vento
Castelos de areia em movimentos
Seja eu daqui ou não
Nas entrelinhas do que eles estão dizendo
Agir sempre compreendendo
...explosões de sentimentos sob a pressão da razão...

Já conversamos 510 vezes
Sobre o impulso de pular dos prédios
E a conseqüência de tantos remédios
Sobre a nossa órbita e tudo ao redor
Só que às vezes é saco plástico na cabeça
É inútil a voz de qualquer certeza
São sobras de sentimentos versus sombras de razão...

Se não dá para ser no mundo lá fora
Que tenhamos o nosso mundo agora
Onde o limite seja eu e você
...só eu e você...
...só eu e você...

Um comentário:

Anônimo disse...

"Já conversamos 510 vezes
Sobre o impulso de pular dos prédios"

Esse verso me lembra Clarice Lispector: "Até destruir nossos defeitos pode ser muito perigoso. Não se sabe qual defeito sustenta nosso edifício inteiro".

Eu creio que alguém que decida pular de um prédio tem que escolher um na orla, daqueles bem chiques... Risos... Só assim espanta a futilidade daquele povo... E, quem sabe, vira notícia nos jornais do outro dia, na parte destinada às socialytes... Risos...

Adorei o poema.

Beijos.

Mana