É a lei da sobrevivência:
Segredos escritos nas paredes do porão
A represa vem cedendo
Qualquer copo d’água é inundação
Sem a senha de acesso qualquer excesso te ignora por aqui
Coração pela calçada: porta de entrada em um camelô
Há quem finja estar por perto e se confunda com o amor
É a lei dos sobreviventes...
São sinais de inteligência
À caça de emoções no computador
Eles estão vindo sedentos
Qualquer copo d’água é santificação
Sem o sonho de acesso qualquer sucesso é sem sentido por aqui
Coração com couraça: indústria de massa, banquete sem sabor
Há quem finja estar por perto e se transforme em um ator
É o teatro dos acontecimentos...
É a lei da interpretação:
Frases que parecem casuais
São bem mais causais do que pensamos
Qualquer copo d’água é intencional
A boca do copo d’água na boca do corpo fechado
Sem o selo de acesso qualquer pensamento é excesso de sentido por aqui
Coração de intérprete: a certeza da realidade por trás da venda
Há quem finja estar por perto e se confunda com personagens à venda
São sinais de inteligência virtual
Impressões digitais que saem dos dedos e vão parar na tela do computador
Qualquer copo d’água afoga dígitos finais da conta que se encerra
A cada dia uma nova represa cerra nesse mundo digital
Lágrimas só expelem água salgada na falta de uma essência maior
Sem a sentença de sucesso, na cidade litorânea gotas salgadas não significam nada
Por aqui, coração com calçado de couraça: passos pesados e supervisionados
É o teatro dos sobreviventes que moram ao lado...
É a lei da inteligência interpretada:
Copos d’água são represados
Os desobedientes, do trigo são separados
Qualquer represa é para dissociar
Na onda da água industrializada, maus elementos são afogados no outro lado da tela
Coração com vírus: porta de entrada para uma nova indústria farmacêutica
Há quem finja estar por perto e não perceba que é tudo ficcional
É a indústria que sobrevive das leis naturais, leis que ela mesma criou...
terça-feira, junho 12, 2007
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Um comentário:
Chegamos a um tempo em que as pessoas precisam de tocha olímpica para "reacender" a esperança no peito...
Se nos jogos da Grécia Antiga a chama era sinal de purificação (queimava todos os males para que os atletas pudessem desempenhar com sucesso sua atividade esportiva), no momento em que vivemos creio que tocha nenhuma possa dar jeito... A não ser lembrar, por uma ou duas horas que seja, que há uma luz (ou chama) no fim de túnel...
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