Queimando em fogo baixo
Sempre de olho no tempo
Em silêncio e cismado
A espera do próximo movimento
Sempre levando a vida na ponta do lápis
Na espera de um sentimento que escape
E ajude a fazer sentido...
Longe do risco calculado...da surpresa tão previsível...
Se o meu silêncio fosse um canto
Se de fato o acaso tivesse ao menos um norte
Talvez ainda esperasse cair do céu
As chuvas que só nublaram mesmo o nosso olhar
Talvez ainda pulassem do papel
Os versos que nunca estiveram lá
E me ajudasse a ter um sentido
Longe da timidez ensaiada...da moral de improviso
Mas não vou ficar calado
Ainda que não haja força suficiente no grito
Não vou esperar sentado, nem caminhar nos trilhos
O caminho se faz andando
E ainda há muito que correr
Se não me dão alternativa, cavo o outro lado da questão
Se querem soprar sob a ferida, deixo queimar o coração
Chamam de erro de cálculo; batizo de nova opção
Neste dia que nasce com sabor de infinito
A esperança sem sentido anda flertando com a razão...
Por qualquer outro novo mundo possível
Por qualquer chuva que caia sem precisar de previsão
quinta-feira, junho 07, 2007
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