sexta-feira, junho 29, 2007

O mais ridículo poema que já fiz

Não precisa alongar o lençol
A gente se aperta pela vida afora em noites frias
Não precisa dança para trazer chuva ou sol
Tanto faz o som do baile na sua companhia
Sou adaptável a diversas situações
Eu caibo em qualquer verso das suas canções
Não vou incomodar quando você estiver de mudança
Basta me encaixar em qualquer lugar onde caiba esperança

Só não me diga adeus antes do meu eu ser teu
Nem depois
Não me diga adeus...não é só por mim
Talvez seja por nós dois...

Não precisa mudar nenhum móvel da casa
Por você, eu entro devagar, eu recolho as asas
Eu como frio para não incomodar com barulho de panelas
Eu morro de calor no dia em que você não quiser abrir as janelas
Não precisa nem me pedir provas de amor
Meu corpo vai de bandeja para qualquer lugar que você for
Não precisa nem ficar sempre comigo
Basta acenar de longe quando eu estiver correndo perigo...

Só não me diga adeus antes do meu eu ser teu
Nem depois
Não me diga adeus...não é só por mim
Talvez seja por nós dois...

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