sábado, junho 09, 2007

Velha peça, novos atos

Estava adormecido
Em silêncio frágil
Num cotidiano que o distraiu...
Acostumado
A andar no passo
Feito uma ampulheta sem fim

Quando menos se espera
Esteve acordado
Com os gritos da fera
Em meio à selva...
...onde sempre esteve, mas nunca viu
Agora enxerga
Para além das sombras da luz da vela
Luta, briga e espera
Atrás de um sonho que já não tem fim...

Quem diria
Que se colocaria no centro
Desprezo por bandeiras de movimento
Movimenta-se rumo a libertação de si
Quem diria
Que transbordaria com o tempo
Desapego às certezas que construiu por dentro
Quem diria que o muro viria a desabar...

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