sábado, junho 09, 2007

Última edição

Não quero me vender
Ainda que seja a única opção em vista
Não sei o que virá amanhã
Mas sei com o que não posso conviver, caso eu insista

Eu estive preso, talvez eu mesmo construí as garras
Que me afastaram do futuro que eu esperava
Sei que a derrota aqui é eminência parda
Mas dependendo do ponto de vista
Há quem se sepulte aqui, há quem retorne a vida em nova estrada

Pode até ser que eu tenha escolhido o pior caminho
Ou até devesse esperar mais um pouco
Mas nunca houve hora e frase certa para ninguém
Antes eu estava tão distante
Era indiferente olhar carvão e diamante
E agora com cores novas sei lá o que ainda vem...
...sei lá o que me vem...

Fazia tempo que o espelho não me via
Antes era feito fotografia
Dentro de espaço já recortado
E agora é o mesmo tempo, mas são outros dias
É difícil todo o rompimento
Mas sou eu que digo adeus: quem diria!?

Pode até seu que eu devesse esperar mais um pouco
Mas não se mede a esperança de ninguém
Antes eu andava tão distante
Era indiferente olhar carvão e diamante
Agora com novas cores eu espero o que ainda vem...

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