segunda-feira, dezembro 18, 2006

Composição

Desenhar a letra sobre o som
Da dor ao parto...do parto a luz
Continuar ainda que saia do tom
Do alto da nossa imperfeição
Deixar sentir e compor como se fosse a linha da mão
Deixar correr como um rio sem direção

...no final haverá mar...
...que a gente atravessa sem perceber...
...as correntezas e a embarcação...

Não sei do que fala o último verso que te joguei
...mas saiu do fundo do poço do coração...
...foi sem predileção, sem previsão...
...eu juro...
E há quem diga que é um mistério solto no ar
Não há mistério algum no sobrenatural
...eu juro, é real...

Desenhar a letra sobre a sensação
Da dor ao parto...do parto ao que nos conduz
Continuar ainda que tropece na razão
Do alto da nossa imperfeição
Deixar sentir e compor como se fosse necessário vir aos poucos
É necessário...é preciso para que eu não termine louco

...no final, vou me exorcizar...
...e você às vezes me vê sem perceber...
...minhas nuanças, meu sufoco...

Não sei do que fala o último verso que te dei
...mais saiu do fundo do poço do coração...
...foi premonição, ou prescrição....
...eu acho...
E há quem diga que há uma razão no ar
Não precisa motivo, nem razão para o que é real
...eu acho que é sobrenatural...

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