Não quero crer em utopias mortas
Muito menos ter as respostas já postas
Vivo de sonhos (e há quanto tempo não sonhava?)
Hoje, novos milagres me reabriram as asas...
...pode ser o teu sorriso...
...minha filha caminhando pela casa...
Às vezes quando é insuportável a realidade
Crer no invisível pode ser uma das possibilidades
Você pode até achar que eu não sou ambicioso
Porque não desejo ser melhor do que ninguém
Entre os discursos e as ações vigentes
Entre as miragens e o que de fato é transparente
Eu realmente não preciso ser melhor do que ninguém
Basta chegar em casa e ter vocês
Basta abrir asas e saber que amanhã, você ainda vem
Teleologia contemporânea...ciência das cavernas
Intelectualidade de vitrine...qualquer coisa pós-moderna
Não me importa, nem sei se me abrem portas
Lembra do tempo em que éramos vivos, naquelas fotografias mortas
Aonde chegamos? Para onde iríamos? Aonde deveríamos estar?
Você pode até ter certeza...você pode simplesmente achar
O tempo anda e a gente tanto se prende
Quem quiser saber a cor do mistério que se agüente
Quem quiser pintar novas telas de poesia
É bom saber que as dúvidas também angustiam
E você pode até espalhar que nunca fui ambicioso
Por não desejar ser melhor do que ninguém
E você pode até gritar que eu sempre acabo com pouco
Se o valor do que me resta só eu mesmo sei
E ontem eu voltei a sonhar...pois é, ontem eu sonhei
quinta-feira, dezembro 28, 2006
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