sábado, dezembro 30, 2006

Eu vou escrever o livro que ainda não li

Acredite, dentro da tua cabeça reside o infinito
São as possibilidades que jorram diante do conflito
É preciso luta, nasce da dor as frases mais bonitas
Por isto, não podemos perder os poetas de vista
Para enxergar tudo aquilo que o jornal não escreveu
Longe da comoção em massa, o que só é teu e meu

Sombras fazem parte do dia-a-dia
Nem por isto vamos estar fora de área de cobertura
Nos poros ainda transpiram poesia
E eu confiei ao meu coração a razão das minhas loucuras
Solto no acaso e sempre em busca

Eu vou escrever a página do livro que ainda não li
Mas que deveria estar na prateleira que eu nunca vi
Para dormir em paz, sem comprimidos...
Para acordar em paz, sem ser reprimido...
E anote bem, nenhuma tradução é tão exata quanto a vida
Todo mundo precisa de uma leitura
Mas no mundo, não há leitura precisa...

E quando quiser aliviar, busca teus pares...paira no ar...
Estamos afastados, mas não somos minorias
Teu mundo pode ser o que você escolhe aceitar
Estamos anestesiados, mas não somos minorias
É preciso estarmos juntos nas manhãs mais aflitas

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