Por que acreditar que já era?
Por que perder a paixão?
Por entre as ondas destas quimeras
Quem foi mesmo que jurou ter razão?
Qual passado ficou no meio?
Qual livro contém a melhor tradução?
Quem disse que o futuro não veio?
Quem ficou sozinho com a esperança nas mãos?
Tuas rotas te levaram para onde?
Quais ventos te fizeram mudar de direção?
Quando a gente traça os mapas
Sempre deixa de fora o que é de maior dimensão
Quem quiser respostas
Tem que trazer as perguntas certas
E agüentar a verdade sendo iluminada pela dor
Tem que saber que não dura para sempre...
O tempo e a história destroem tudo o que se encontrou
Tem que saber encontrar, sem se apegar
Tudo que é sólido se dissolve no ar
Quem quiser fazer as apostas
Tem que estar disposto a perder sem esperar
E agüentar a derrota sendo maturada pela dor
Tem que saber que não dura para sempre...
O tempo e a história destroem tudo o que se encontrou
Tem que saber pagar, sem ter preço certo
Em toda multidão há um pouco do nosso deserto
Quem escutou o adeus dos profetas?
Por que a poesia impressa perdeu atenção
Quem debulhou terços e rezas?
Qual crença estava certa afinal?
Qual é diferença entre o remédio e a dose letal?
Será a dose certa que separa o bem do mal?
Tem que saber apagar, ao guardar o que te emocionou
Tudo que é sólido se dissolve sob o sol do amor
terça-feira, dezembro 26, 2006
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