terça-feira, dezembro 26, 2006

Defeito de fabricação

Será que não há mais o que te esquente
O que te faça andar
Será que não há um dia diferente
Em meio a tudo onde você está
Andei pensando tanto assim até me questionar
O que me trouxe até aqui...o que ainda me faz ficar

Será o fim de tarde com a sensação de dever cumprido
Será o gol da vitória, no último minuto e quase impedido
Será que é porque foi a ferro e fogo que a gente se fez
Será que é porque por mais que gente ame
Todas às vezes é como se fosse a primeira vez

Será? Será? Será?

Este lado irracional pode até ser defeito de fabricação
Nossas curvas inconseqüentes, perdendo o controle e a razão
No entanto é o que nos mantém de pé depois de tantas explosões
Quando perdemos os sentidos...e deixamos acontecer
Sob as ruínas e os ruídos nós sempre somos aqueles que pagamos para ver

Será que não há mais o que te esquente? Será?

O ponto final que a ciência imprime, para nós é ponto de interrogação
O que para outros é latente, para nós é simplesmente nossa condição

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