sexta-feira, dezembro 01, 2006

A esfinge


Sigo estradas que nunca chegam
Adormeço em noites que não encontram fim
Corre cego pelas minhas veias
Uma espécie de vírus que é tudo o que há em mim

Minhas armas líricas disparam em ti para me ferir
Já sinto frio, sinto medo...
Sinto que há muito tempo a ingenuidade se perdeu
Vejo um vampiro em frente ao espelho
E o que rega esta dor é sangue meu

Te mando beijos e gestos de despedidas
Tendências suicidas
Que me mantém suspenso neste lugar
Apesar do calibre na cabeça, amanhã vou voltar
....eu sei que vou voltar...

Já não consigo me deixar solto no ar

Nas noites de insônia, os pesadelos não me deixam dormir
E a gente finge que a esfinge se revelou por si
Mas são tantos planos...tantos segredos
Há tanto tempo ao teu lado, mas de fato nunca mais lhe vi

O que anda acontecendo
Se antigamente a gente acontecia andando
E hoje tem tanto medo de sair?

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