quinta-feira, dezembro 28, 2006

Orvalho de Otimismo

Chuva que lava a casa
Que casa corpo com alma
Que me inunda feito luva na mão
Que veste o sorriso de idéia
Que transcende a tensão da estréia
Quando inauguramos o palco da solidão

Chuva que cai agora ao lado da tristeza
Levando embora quem nos agarra pelo coração
Chuva que destrói raiz
Jogando novas sementes nos mais inférteis dos chãos
Chuva que afaga a retina dissipando a dor

Pode chorar...pode chorar
As lágrimas podem ser orvalho de otimismo
Estamos saindo do fundo de nós
A solidão é a pior forma de egoísmo
Deixa o futuro te visitar
Pode chorar...pode chorar

2 comentários:

Anônimo disse...

Cada vez que entro nesse blog saio com a sensação de que alguma coisa de mim aqui deixei. As coisas em mim se tornam menos coisas... Creio que seja isto: os poemas não edificam nenhuma certeza, nem muito menos as destrói. Eles falam com amor para o amor... Pelo ser humano, pela vida, pelo frutos e promessas.

Chorar lava a alma. A alma lava o corpo - e o que somos mais por dentro do que por fora.

Anônimo disse...

O comentário foi meu, Manaíra (esqueci-me de colocar meu nome, risos).