terça-feira, dezembro 19, 2006

Razão aparente

Que seja agora, ou cale-se para a toda a vida
Havia outros caminhos, mas não houve outro jeito
Foi ao sabor do acaso, uma história pré-definida...
Colidi em ti, regido pelos meus melhores defeitos

Será que foram calculados todos os erros?
Não havia outra forma de chegar
Não havia melhor forma de encontrar
Se não fossem as incertezas destruindo os medos

Que seja agora, ou que seja então a despedida
Não deixe no meio do caminho a razão das nossas vidas
Quando sou alguém bem melhor a cada instante
Quando já nem lembro mais do que havia antes

Eu e você, foi inevitável acontecer
Alguém tentou nos avisar...demoramos tanto a perceber
Eu e você, era impossível acreditar
Quase ninguém ousou apostar no que não pudemos escolher

Eu e você, agora já não dá para deixar
Quando fomos derrotados, fomos os primeiros a vencer
Eu e você, ao acaso até onde seja possível chegar
A espera do que é impossível prever...

Um comentário:

Anônimo disse...

Nossa, você está na fase que Fernando Pessoa chamou de "crises de explosão"... Risos... Produção total! Suando poesia...